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Cirurgia plástica - existe beleza ideal e plena”

Médico presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica em Minas Gerais faz um alerta para os limites de se atingir a perfeição por meio de intervenções cirúrgicas e procedimentos estéticos A popularização das redes sociais acabou fazendo com que mais pessoas recorressem às cirurgias plásticas. Isso porque grande parte delas passam longas horas do dia empenhadas em obter a selfie perfeita, com intuito de aumentar o número de seguidores e de likes no Instagram. Além disso, têm acesso a inúmeros aplicativos que permitem afinar o rosto, modificar o queixo e nariz, entre outras funcionalidades. Mas qual o limite para suprir essa insatisfação? Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica em Minas Gerais, dr. Alexandre Meira, deve haver uma conscientização das pessoas sobre o que é viável para elas e o que é uma expectativa inalcançável. “Cada indivíduo tem suas particularidades. Eu não posso falar de beleza como algo linear e único, pois o que fica bem para um paciente não necessariamente é o ideal para outro”, revela. Em conversa com o JORNAL DA CIDADE, o especialista esclarece algumas dúvidas sobre o tema. JORNAL DA CIDADE O boom das selfies contribuiu para o aumento na procura por cirurgias plásticas? Por quê? ALEXANDRE MEIRA Sim. Acreditamos que no mundo globalizado, no qual redes e mídias sociais proliferam de forma desenfreada, a publicação de imagens de pessoas e corpos considerados perfeitos se tornam o desejo de grande parte da população mundial. Muitas vezes, este padrão de beleza passa a ser uma exigência em nosso meio, criando a ideia de que precisamos nos adequar a isso para que sejamos aceitos. Existe uma beleza ideal? Não existe beleza ideal e plena. Ela pertence a cada um e é singular, respeitando a harmonia e características específicas de cada indivíduo. Desta forma, as pessoas que procuram um cirurgião plástico, com desejo de se inspirar em artistas famosos, devem ter muito cuidado. Elas podem estar fadadas ao insucesso dos procedimentos estéticos, na medida em que o resultado sonhado não corresponda a seu próprio biotipo. Quais cuidados os pacientes precisam ter antes de passarem por um procedimento ou cirurgia plástica? E recomendado que esses pacientes tenham uma conversa franca com seu cirurgião plástico. E processo crucial para que essa pessoa saiba sobre as reais possibilidades de tratamentos, além das limitações que possam existir em caso. O indivíduo deve mostrar ao médico seus sonhos e anseios, e ouvir dele quais as reais possibilidades ou não em se atingir o objetivo. Lembrar que absolutamente nenhum resultado de cirurgia ou procedimento estético poderá ser replicado de uma para outra pessoa com absoluta chance de sucesso. Como saber se meu cirurgião plástico é qualificado? O cirurgião plástico desempenha um papel de extrema importância nesses casos. Profissionais que detêm uma formação séria e responsável seu registro de especialidade no Conselho Regional de Medicina (o Registro de Qualificação de Especialista poderá ser pesquisado no site do CRM). Além disso, ele deverá ser associado à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, uma entidade afiliada da Associação Médica Brasileira, que é a responsável pela formação e titulação do especialista em Cirurgia Plástica. E importante destacar que a Sociedade Brasileira de Dermatologia também é qualificada a fazer procedimentos estéticos minimamente invasivos. Fonte: Jornal da Cidade Alexandre Meira Presidente SBCP-MG

Cirurgia plástica: tema pele

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Por que reprovamos mulheres que se submetem a cirurgias plásticas? (Publicado originalmente no site da ELLE).   Há alguns anos, Lisa Kudrow, atriz que ficou famosa ao interpretar a personagem Phoebe no seriado Friends, foi entrevistada no programa Saturday Evening Post. Uma das perguntas foi sobre sua cirurgia plástica de nariz.   “Mudou minha vida. Na minha cabeça eu havia deixado de ser medonha. Eu fiz durante o verão, antes de ir para uma nova escola. Então muitas pessoas não sabiam como eu era feia antes. Foi uma mudança muito, muito, muito boa”, afirmou a atriz.     Lisa Kudrow não é uma vítima de padrões de beleza injustos. Ela não é uma mulher obcecada em buscar um visual de estrela. Tampouco é alguém que acredita que seu valor depende exclusivamente de sua aparência. Ao invés disto, Lisa Kudrow é apenas uma mulher que fez uma rinoplastia anos atrás e que acredita que sua vida melhorou por causa disso. Algumas vezes é simples assim!   Eu sei porque também me submeti a uma cirurgia plástica. Quando digo às pessoas que eu fiz uma mamoplastia redutora, elas geralmente dizem que não conta: “Não é realmente uma cirurgia plástica. É por questões de saúde, certo?” Ou então: “É basicamente o oposto da cirurgia plástica. Você queria parecer menos sexy!”.   Algumas vezes eu concordo com eles. Não porque estejam certos, mas porque não vale a pena discutir – eles já decidiram que eu não cometi o pecado de alterar meu corpo cirurgicamente por razões puramente estéticas. Isto é para os fúteis e os rasos, e eu não sou nem um nem outro.   A verdade é que o motivo foi, sim, estético. Eu não gostava das proporções de meu corpo quando tinha mamas muito grandes. Roupas não me caiam bem e não havia sutiã esportivo que controlasse adequadamente o desconforto físico e psicológico do balanço das minhas mamas enquanto eu corria. É claro que eu poderia desenvolver problemas nas costas, mas isso não é 100% certo. Sinceramente, a sensação de leveza e a capacidade de usar roupas adequadas para mim fez a cirurgia plástica valer a pena que eu nunca fiz questão de justificar o procedimento como algo que fiz para minha saúde.   Pesquisas indicam que mulheres como Lisa Kudrow e eu são a regra. Um deles descobriu que apenas 12% das mulheres que se submetem a cirurgias plásticas têm expectativas irreais. A maioria das pessoas que realiza um procedimento não espera que uma pequena mudança as tornem pessoas diferentes. Como resultado disto, elas experimentam um aumento na satisfação pessoal e na confiança após as cirurgias plásticas. “Comparadas com aquelas que optaram por não se submeter a procedimentos, as pacientes se sentiram mais saudáveis, menos ansiosas, com maior auto-estima e acharam não apenas a parte submetida ao procedimento, mas todo seu corpo, mais atraente”, escreveram os autores. “Não foram observados efeitos adversos”, completaram os pesquisadores.   Falar da imagem corporal é complicado. A pressão para ter determinada aparência é real e a exigência apenas aumenta nestes tempos de smartphones e redes sociais. De acordo com a ASPS – American Association of Plastic Surgeons, o número de cirurgias plásticas aumentou 5% desde 2011, especialmente pela alta de procedimentos menos invasivos. A transformação física de celebridades apenas reforçam o movimento “salvem as mulheres delas mesmas”.   Muitos pensam que devemos acabar com este sistema que faz as mulheres acharem que devem ter um visual padrão para serem bonitas. Eu concordo que é preciso muito trabalho para fazer com que mulheres de diferentes etinias, biotipos e idades se sentirem atraentes também. Ainda assim, enquanto este trabalho importante é feito, é preciso dar espaço para que, quando todas estiverem livres destes esteriótipos, muitas mulheres ainda irão optar por se submeterem a uma cirurgia plástica. E isto também está certo. Nós podemos ampliar o padrão de beleza sem condenar quem faz esta escolha. Não se trata de feminismo, apenas, mas de que a ideia de liberação das mulheres também envolve a noção de que nem toda decisão pessoal deve ser comparada ao coletivo. Algumas vezes, um facelift é apenas um facelift.   Além de expandir nossos ideais de beleza e a tolerância, precisamos combater a ideia perniciosa de que nosso interior e nosso exterior estão     em desacordo. A forma como falamos de mulheres que se submetem a cirurgias plásticas é baseada na suposição de que cuidar de nossa aparência e de nossa alma são uma soma que deve dar zero. É uma lógica que leva a pensar que algo não natural em nosso corpo demonstra que internamente também temos algo falso, fazendo com que toda vez que escutemos falar de alguém que fez uma cirurgia plástica, balancemos nossas cabeças em sinal de repulsa e reprovação.   Eu acredito que é possível perseguir verdades pessoais usando batom, ser feminista depois de um facelift ou escolher algo falso e ao mesmo tempo ser verdadeira.   Com informações da revista ELLE. ...
Fonte: Marie Claire   Lacey Wildd, 46, passou por 36 procedimentos cirúrgicos para conquistar o “corpo perfeito”. Somente seus seios pesam mais de 9kg, o que a impede de fazer determinadas atividades   A americana Lacey Wildd, 46, passou por 36 cirurgias plásticas para não somente parecer com a Barbie, mas tentar ser uma versão melhorada e ‘encorpada’ da boneca da Mattel. Ela já fez 12 procedimentos para aumentar os seios e agora vai entrar na faca novamente, segundo informou o site “Mail Online”. O objetivo é conquistar um bumbum maior e diminuir a cintura, além de aumentar os olhos e mudar o nariz.     “Quero ser a Barbie adulta, uma Barbie extrema”, contou. Sou conhecida como uma das pacientes com plásticas mais extremas no mundo e quero continuar passando dos limites.” Wildd ficou cerca de seis horas na mesa de cirurgia com o médico Michael Salzhauer em uma clínica na cidade de Fort Lauderdale, na Florida, para fazer uma lipoaspiração no abdomen, braços, costas e pernas. A gordura retirada foi colocada no bumbum.   “Ainda quero seios e bumbum maiores. Acho que nunca darei [as mudanças] como encerradas. A plástica faz perfeição”, acrescentou.   Somente seus implantes de silicone nos seios pesam mais de 9kg, o que significa que a americana mal pode correr, além de ter outras limitações. “Tenho orgulho de ser de plástico”, afirmou. “Já gastei mais de R$500 mil para construir o corpo de plástica mais extremo do mundo. Busco um corpo perfeito”, concluiu.     Crédito das fotos: Reprodução/Twitter ...
A coisa mais “quente” na cirurgia plástica talvez não seja retirar gordura, mas adicioná-la.   Um novo remédio criado para eliminar o queixo duplo das pessoas chamou atenção da mídia recentemente, mas cirurgiões plásticos dizem que as principais tendências da área dizem respeito a outras partes do corpo.     Enquanto o foco nas últimas semanas foi o Kybella – uma injeção que promete destruir células de gordura abaixo do queixo recentemente aprovada pela Food Drug Administration (EUA) – profissionais consultados pela TIME dizem que as mulheres estão focando em três objetivos: glúteos maiores, lábios genitais menores e um rosto mais suave e recheado.   A Lipoaspiração e a mamoplastia de aumento continuam sendo os procedimentos mais realizados, mas cirurgiões plásticos dizem que mudanças culturais e avanços na ciência aumentaram a popularidade de cirurgias plásticas menos conhecidas.   O maior aumento em 2014 foi a gluteoplastia de aumento, que aumento 86% em comparação com o ano anterior, segundo dados da American Society for Aesthetic Plastic Surgery (ASAPS). Foram 21.446 procedimentos do tipo, de acordo com dados coletados em questionários respondidos por 786 cirurgiões plásticos, otorringolarogista e dermatologistas. O Dr. Michael Edwards, presidente da ASAPS, afirma que o aumento tem relação com a exposição de celebridades como Kim Kardashian, mas o cirurgião plástico prevê que esta é mais uma tendência passageira do que algo a longo termo.   Talvez mais surpreendente seja o aumento de 49% no último ano de cirurgias plásticas íntimas, um procedimento que reduz o tamanho ou reconstrói os lábios inferiores da genitália feminina. Os mesmos dados coletados mostram que em 2014 foram 7.535 cirurgias plásticas do tipo, um aumento que o Dr. Edwards credita ao maior conhecimento de que a técnica estava disponível. O presidente da ASAPS também afirma que as mulheres podem ter consciência de que sua lábia é grande e pode aparecer quando estiver usando um biquíni ou então que reduzi-la pode diminuir o desconforto na prática de exercícios físicos. Algumas mulheres podem se sentir “devastadas” com o tamanho da lábia, mas quando elas desejam apenas “pequenos reparos”, o Dr. Edwards afirma que tenta demovê-las da idéia.   Apesar de todo o burburinho criado com a aprovação do FDA da injeção que promete destruir células de gordura embaixo do queixo, cirurgiões plásticos acreditam que no futuro a principal tendência será colocar gordura a certas partes do corpo. Conforme as pessoas envelhecem, elas perdem volume na face e adicionar um pouco de gordura, combinado ou não com um facelift, será um procedimento popular de acordo com o Dr. Edwin Willians, presidente eleito da American Academy of Plastic and Reconstructive Surgery. Os médicos estão começando a compreender como o processo, chamado de enxerto de gordura ou restauração volumétrica, funciona. O que os médicos estão entendendo é como o enxerto de gordura reorganiza as fibras elásticas abaixo da pele e fazem o paciente ter uma aparência rejuvenescida.   Independentemente da cirurgia plástica, é certo que os americanos (e os brasileiros também, afinal o país é vanguarda e líder mundial em procedimentos cirúrgicos) não se cansam de cirurgia plástica.   Com informações da TIME. Foto sob licença CC0 1.0  ...